sábado, 26 de janeiro de 2008

Congregação do P.A.U

CONGREGAÇÃO DOS PIRADOS ANÔNIMOS UNIDOS DA CIDADE DE SÃO SEBASTIÃO DO RIO DE JANEIRO.

                                                                                Ou,
                                                               Congregação do P.A.U

Onde Mulher não Pia, mas fala.



                                                                    Fundada em 1891
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--------------------------------------------------[ De Donga&Comp. Ltda ]-------------

Por Guaicurú Umburaé

21/01/06

Esse blog foi criado como extensão do Site da Congregação do P.A.U. Mas como a criação de um site é mais trabalhosa, e aqui só tem preguiçoso, inclusive o Gordo que é o único que entende de informática e inventou essa história de internet, o blog veio primeiro. O site ainda está em fase de criação. Até quando ninguém sabe.
A Congregação originalmente se chamava “Congregação Atheniense das Ciências e Idéias Esotéricas Helenas. E foi criada por um cara muito doido, chamado João Pedro Carvalho do Pau-D’alho de Orleans, ou Barão de Ouro Verde, no ano de 1891, nessa mui famosa cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro. Mas como tudo nessa cidade se transforma em diminutivo, passou-se a chamar a congregação simplesmente de ”Congregação do Pau”, numa referência ao sobrenome de seu ilustre fundador; que segundo as más línguas, era sobrinho-neto de um primo de D. Pedro II.
Depois do falecimento do último Pau-D’alho perdeu-se os objetivos da congregação; parece que os registros foram enterrados com ele, e que hoje se limita a reunir toda sorte de malucos em torno de coisa alguma.
Não se sabe ao certo como a congregação veio parar em nossas mãos. Mas parece que um dos membros atuais, é bisneto do último Barão de Ouro Verde e Pau-D’alho.
Donga

23/01/08

Olá!
Sei que esse blog não será lido. Já que o que estou escrevendo não será lido, posso ficar a vontade sem a preocupação de corrigir meus erros para com a nossa amada e escrachada língua.
Bom. Para dizer a verdade, não tenho muito o que escrever. Que posso dizer? Que somos um grupo de desocupados meio loucos, paranóicos e delirantes? Sim; Aqui se encontra de tudo um pouco. Temos aposentados, maníacos depressivos, quase alcoólatras delirantes, bicho grilo, eufóricos porras-loucas, neuróticos de toda sorte; e imaginem vocês: um índio. Mas não é um índio de novela ou quinta geração não. É um índio de verdade, nascido na floresta, e que só depois de adulto conheceu a civilização. Eu disse mesmo civilização? Hum! Então tá. Podem acreditar que esse índio, com seu cachimbo fedorento, diz que tem um neto neurocirurgião. Vê se pode! Índio neurocirurgião? Bom, eu nunca vi esse índio, e nem outro qualquer.
Não pensem que estou escrevendo de um manicômio ou asilo de velhos não! Aqui é o nosso escritório, de quê não perguntem. Mas é um escritório que parece mais um muquifo, com tralhas por todo lado. Cada maluco daqui, traz algo que acha importante para o bom desempenho de nossas tarefas diárias. Qual, também não sei.
Pasmem vocês! Aqui tem até uma secretária, que acreditem, poderia ser madrinha de bateria de qualquer escola de samba, de tão espetacular que é. Qualquer dia desses eu coloco a foto dela aqui, para vocês apreciarem suas curvas delirantes. Mas se o Onofre, noivo dela, descobrir; nós teremos de mudar de Estado.
Bom. Quando não estamos reunidos aqui no escritório com certeza poderemos ser encontrados no bar da esquina. Bar não, botequim. Mas os caras chamam de butiquim, ou boteco. Aliás; apelido é o que não falta. Toca do Siri, Valhacouto de Corno, Diz que já vou, Fala que tou indo, Reduto de Mansos, e por aí vai. Quando lembrar de outros eu conto.
Aqui no escritório, é um entra e sai o dia todo, e ninguém sabe ao certo quantos trabalham aqui, quantos são agregados ou visitantes. Abituês, além de mim, tem o Ignorância, que se diz poeta. O Waldomiro, ex-cana. O Jaime, detetive particular. O Índio que já falei. A Dona Julieta, nossa secretária, que também já me referi; e o palhaço do Gordo que fala que é técnico de Informática e me meteu nessa estória de escrever blog sem sentido, porquê segundo ele, tá na moda e todo mundo tem.
Até agora não me apresentei. Tinha esquecido. Podem me chamar de Xis, ou pelo nome ou apelido que quiserem, só não vale palavrão, certo?
Bom. Outra hora eu continuo a escrever, pois agora estou de saco cheio. Mas antes de terminar, vou escrever uma frase do nosso Poeta-filósofo muito doido Ignorância: A pressa mais atrasa do que adianta.
Como diria Nelson Rodrigues: É só.
X

25/01/08

Oi irmãozinhos.

Meu nome é Waldomiro. O Gordo me deu a missão de escrever o início desse blog, mas alguém chegou primeiro. Não conheço esse tal de Xis, só se é um dos muitos espíritos que andam baixando por aqui ultimamente; e também nunca vi Índio algum por aqui. Quero crer que se trata de uma brincadeira engendrada pela turma que não foi convidada a escrever aqui no blog.
Pessoalmente acho que não leva a nada ficar escrevendo coisas que não se sabe se serão lidas. Eu gosto é de olho no olho, vendo a reação das pessoas ao que lhes é dito. Esse negócio de blog é para adolescentes desocupados, que vivem matando aula; se bem que desocupado é o que não falta por aqui e no boteco da esquina, que é uma extensão desse lugar que dizem ser um escritório. Só se for um escritório de não se fazer nada.
Bom; outra hora eu escrevo uma historinha legal para vocês. Agora tenho de sair para resolver uma querela lá no “Avisa lá em casa”, outro dos muitos apelidos do boteco da esquina.
Em tempo: eu lhes disse meu nome, mas por aqui sou conhecido como China, não adianta procurar por Waldomiro.
Um abraço.


Errata: O tal de X, disse que a frase “A pressa mais atrasa do que adianta”, era do Ignorância. Mas não é. A frase pertence ao Bola. Que também era pirado, mas não tanto, e que infelizmente já não se encontra entre nós. Foi levado por uma bala disparada por um canalha da pior espécie.


26/01/08
3:15
Estou sem sono. Lá fora cai uma garoa parecida com as de São Paulo. A solidão aqui na colina parece maior com o silêncio que envolve tudo. Olho pela janela e meu olhar é atraído pelas luzes de um cargueiro que deixa o porto em busca de outros portos distantes. Meus pensamentos divagam e acompanham o navio que vai em busca de outros mares, outros prazeres, em lugares que nunca estarei. Qual será a rota desse monstro de aço que corta as águas em silêncio; em que porto atracará? Talvez Singapura? Hong Kong? Ou Xangai? Marinheiros aturdidos desembarcarão em busca de prazeres fáceis, nos braços de prostitutas sonolentas e enfadadas. Navios vão e vêm diante de minha janela estática. Com eles meus devaneios de vigia insone. De repente o silêncio é rompido pelo apito estridente de um trem solitário que passa ao sopé da colina, serpenteando nos trilhos que acompanham os volteios da Baía de águas calmas. Um vento sudoeste frio balança as árvores ao redor da casa. Depois do trem se afastar, volta o quase silêncio, pois do fundo do terreno escuto o marulhar da cachoeira que escorre colina abaixo levando meus pensamentos em direção ao mar, que vejo da janela, mas não escuto o seu arrastar pela areia da orla. Para o leste começam a surgir os primeiros clarões. O dia não tarda a amanhecer. O sono finalmente me vence. Adormeço e começo a sonhar com navios que passam, com trens que deslizam, e com as pequenas embarcações dos pescadores que saem em busca de alimentos no mar generoso. Depois de tudo, o mergulho no vazio, na escuridão do nada.
Cmt. Uno


25/01/08

Mandaram eu escrever nesse tal de brogue não sei porque. Não sou de escrever nem bilhete, quanto mais num troço desse que não sei pra que que serve. Qualquer dia desse eu ainda dou um coro nesse tal de Gordo que vive inventando moda só pra pertubar o juízo dos outros.
Pelo que ouvi dizer aqui no Amansa Corno, esse buteco chinfrim, isso tudo foi inventado só pra encher o saco. Pior que esse Exu de Porteira, o Gordo, que fica o dia inteiro sentado na porta do buteco bebendo cerveja, não faz nada pra Deus gostar. Mas inventa coisa pros outros fazer. Só matando um sujeito como esse.
Chega de escrever. Tenho de levar o índio em casa, por que o bicho já encheu o pote, e tá mais prá lá do que pra cá. Fui!

Ignorância

Um comentário:

Donga disse...

Estamos tentando acertar esse tal de blog, criado e abandonado pelo doido do Gordo.
Cacau.